Está a nevar!
Sinto-me uma menina da cidade, que nunca viu tal coisa!
Mas, facto é, nunca tinha visto propriamente nevar, pelo menos que me recorde.
Não é saraiva ou granizo. É neve. Flocos enormes de neve, leves e calmos, caem do céu às quantidades, continuamente, pacatamente. Não devem nada a ninguém, não têm pressa. Caem.
O trânsito, as pessoas a correr, o mundo a girar, e a neve não liga. Simplesmente cai, como se tudo fosse dela.
O canalizador diz que vai demorar a ir buscar a peça que falta porque está muito trânsito. "É só gelo e acidentes por aí acima!" diz desesperado.
Porque a neve é dona e senhora.
O mundo devia parar para ela. Quanto mais não fosse, para a apreciar. Deliciosamente fria e húmida, desagradavelmente confortável a cair na cara, na cabeça, no corpo. Cola-se à roupa sem darmos conta.
Não é como a chuva, essa chata que molha e quase dói quando nos bate. Não.
É suave, quase uma carícia.
Nunca pensei gostar de neve.
Tem partes más, é claro: não quero conduzir. Aliás, apetece-me ficar cá dentro, a ver a "floca" (termo da querida avó Guida) bailar na paisagem, tornando-a branca.
Sinto-me talvez capaz de afinal conseguir ir viver para a Holanda ou Suécia, onde a vida parece potencialmente mais fácil. Quem sabe, viro nórdica? Será que fico bem com cabelo louro?
PS: @ Barcelos, evidentemente.
http://jn.sapo.pt/multimedia/video.aspx?content_id=1069440
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